Categoria: Palestras pedagógicas
Palestra para Famílias núcleo 25 de Julho em Campo Bom
Outubro 28th, 2009Link: http://emeiclaudyschaefer.blogspot.com/2009/10/palestra-com-professor-lilo-dorneles.html
Incansavelmente a Prefeitura Municipal de Campo Bom, através da Secretaria Municipal de Educação, tem oportunizado a todas as comunidades, diversas ações na luta contra as drogas, a violência e agressividade, na busca de uma sociedade mais humana, mais fraterna e mais feliz.
Acesse o link para ver mais detalhes.
A importância da família na educação dos filhos
Outubro 16th, 2009De acordo com Tolstoi, “A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família." É fundamental o resgate do respeito, do afeto, do carinho, sobretudo do amor verdadeiro nas famílias. Uma sociedade melhor começa em casa.
Cabe aos líderes da família, no caso o pai e a mãe, a responsabilidade de administrar essa instituição. O que nem sempre é muito fácil. Há pessoas que são exímios gerentes, gestores de empresas e tem muitas dificuldades para dirigir a sua própria casa, a sua família, o que muitas vezes acaba falindo.
Percebe-se que cada vez mais o ser humano se distancia do afeto, não sabendo como lidar com esse sentimento. E o afeto é a principal metodologia de administração da principal instituição da vida humana. A FAMÍLIA. Não é como administrar um negócio, necessita de um profundo equilíbrio entre o coração e a razão. Mesmo sendo parte uns dos outros, são seres muito diferentes convivendo intimamente, assim, por vezes não se compreendem não se conhecem e não conseguem lidar com os conflitos. Mesmo sendo famílias bem pequenas, composta por três pessoas em alguns casos, pai, mãe e um filho, não conseguem viver em harmonia e a turbulência toma conta das relações.
A sociedade atual está em crise de paciência – ciência da paz – sentimento esse que é a base da compreensão entre sujeitos humanos, deixa se manipular pela pressa, mergulhando nas frustrações da velocidade no mundo pós-moderno e escutando cada vez menos uns aos outros. O sentimento do egoísmo está em alta, “as minhas coisas..., o que eu tenho... os meus problemas..., o que eu faço..., o eu em primeiro lugar”, impede de compartilhar e permitir que o outro compartilhe as suas vivências, suas histórias e os seus saberes. Impede o olhar para o outro exercitando com sensibilidade a compreensão do seu momento e de suas necessidades.
Muitos pais, não tem tempo nem para si, que dirá para os filhos. Assim, torna-se mais fácil fazer todas as vontades do que educar, pois educar demanda dedicação, tempo e vínculo. Produzindo com essa postura, um sujeito que não consegue viver em mundo real, com sérios problemas de comportamento e muitos conflitos nas relações humanas, pois o mundo de quem desenvolveu a cultura do ter tudo na hora que quer, sem regras, sem disciplina e tendo de uma forma ou de outra as vontades atendidas, não está de acordo com a realidade. Aquilo que num primeiro momento, para os pais, poderia ser algo bom para os filhos, mais tarde acaba se convertendo em dificuldades, sofrimentos e decepções.
O Art. 22 do Estatuto da Criança e do Adolescente, lei 8069 de 1990, cita o seguinte: Aos pais incumbe o dever de sustento, guarda e Educação dos filhos menores, cabendo-lhes ainda, no interesse destes, a obrigação de cumprir e fazer cumprir as determinações judiciais. Portanto, cumprir com eficácia o papel de pai e mãe é lei, porém, o que deveria ser algo natural, com amorosidade, boa vontade e consciência, ainda precisa estar presente através de um artigo na legislação para que seja cumprido, evitando muitas vezes o abandono e o desleixo daqueles que deveriam proteger, cuidar e educar. Portando, ensinar os limites para as crianças também é um gesto de amor, dar carinho e afeto é obrigação, é o papel dos pais.
Ensinar os filhos para serem vencedores, superar desafios com coragem e garra, não para serem melhores do que os outros, mas para que saibam usar da melhor maneira possível os seus próprios potenciais e habilidades, mesmo com todos os desafios que o dia a dia reserva, também fazem parte das tarefas dos progenitores. Prepará-los para que tenham consciência critica, saibam dizer não quando necessário e orientá-los é sempre o melhor caminho.
A insegurança está em todos os lugares, os jovens naturalmente são ousados e muitas vezes o desafio de transgredir as regras passa ser fonte de superação e prazer. A competitividade egoísta é o comportamento que impera e passa ser estimulado na sociedade, a mídia que entra diariamente nos lares, muda a cultura e os valores das pessoas, cria novas necessidades e convence os que não tem maturidade critica dos modismos que invadem as vidas, com um grande apelo visual, de forma sedutora e criando vícios e dependências precoces. Quando as crianças dessas realidades não têm os seus desejos atendidos, sentem a frustração por não ter soluções fáceis para suas “necessidades”, buscando o refúgio nas drogas, nos furtos ou no crime.
Portanto, Dialogar e compartilhar os desejos, sonhos, medos, conquistas, desafios, compromissos e responsabilidades. Trocar experiências, realizar atividades junto às crianças, na escola e em casa, construir laços de amizade e companheirismo para superar obstáculos e celebrar a vida é o melhor caminho para a família. Queremos uma sociedade melhor, pois é preciso começar em nossos corações e em seguida dentro de nossas casas. (Lilo Dorneles)
Curso em Humaitá e Sede Nova RS.
Julho 16th, 2009No dia 13/07 ministrei curso em Humaitá. Participaram do evento todos os professores deste município e também de Sede Nova RS. Foi um dia muito proveitoso, de muitas trocas de conhecimentos e alegrias. Percebe-se que este público já tem uma caminhada e uma história acerca de formações continuadas, com intervenções inteligentes, participativos e muito acolhedores.
O evento foi realizado pela empresa Lunar Eventos de Humaitá, coma qual iniciamos uma parceria que certamente será muito produtiva.
Abraços carinhosos a todos os participantes deste evento.
ORAÇÃO DO PROFESSOR
Janeiro 24th, 2009Senhor! Deste-me a vocação de ensinar e de ser professor.
É meu compromisso educar, comunicar e espalhar sementes, nas salas de aula da escola da vida.
Eu te agradeço pela missão que me confiaste e te ofereço os frutos do meu trabalho.
São grandes os desafios do mundo da educação, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na trajetória para um mundo melhor.
Quero celebrar a formação de cada aprendiz na felicidade de ter aberto um longo caminho.
Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também o sofrimento que me fez crescer e evoluir.
Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar.
Senhor! Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador.
Dá-me paciência e humildade para servir, procurando compreender profundamente as pessoas que a mim confiaste.
Ilumina-me para exercer esta função com amor e carinho.
Obrigado meu Deus, pelo dom da vida e por fazer de mim um educador hoje e sempre.
Amém!
Era uma vez um menino
Janeiro 24th, 2009ERA UMA VEZ (conto)
Era uma vez um menino. Ele era bastante pequeno. E ela era uma grande escola.
Mas quando o menininho descobriu que podia ir caminhando para a sala de aula, ele ficou feliz. A escola não parecia tão grande.
Uma manhã, quando o menininho estava na escola, a professora falou: - Hoje nós faremos um desenho.
Que bom, pensou o menininho. ele gostava de fazer desenhos. Ele podia fazê-los de todos os tipos: leões, galinhas, vacas, trens, barcos. Ele pegou sua caixa de lápis de cor e começou a desenhar. A professora disse:
- Ainda não é hora de começar. E ele esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora, disse a professora, nós iremos desenhar flores.
- Ah! Que bom, pensou o menininho. Ele gostava de desenhar flores. E começou a desenhar flores com seu lápis de cor rosa, laranja, amarelo e azul. A professora disse: - Esperem! Vou mostrar como fazer. E a flor era vermelha com o caule verde. - Assim, disse a professora. Agora podem começar.
Então ele olhou a sua flor. Ele gostava mais da sua, mas não podia dizer isto. Ele virou o papel e desenhou uma flor igual a da professora. Era vermelha com o caule verde.
Noutro dia, quando a aula era ao ar livre, a professora disse: - Hoje iremos fazer algo com barro.
- Que bom, pensou o menininho. Ele gostava de barro. Ele podia fazer todas as coisas que quisesse: elefantes, carros, caminhões. Ele começou a juntar seu barro, amassar e bater, formando uma bola, mas a professora disse:
- Esperem, não é hora de começar. Ele esperou que todos estivessem prontos.
- Agora, disse a professora, nós iremos fazer um prato.
- Que bom, pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todos as formas e tamanhos. A professora disse:
- Esperem! Vou mostrar como se faz. E ela mostrou a todos como fazer um prato fundo.
- Assim! Podem começar. O menininho olhou para o seu prato. Olhou para o prato da professora. Gostava mais do seu, mas não podia dizer isto. Ele amassou novamente o seu barro e fez um prato igual ao da professora. Era um prato muito grande e fundo.
E muito cedo o menino aprendeu a esperar e olhar para fazer as coisas exatamente iguais as da professora. E muito cedo ele não podia e não sabia fazer as coisas por si próprio.
Então aconteceu que ele e a sua família mudaram para outra casa em outra cidade. O menininho foi para outra escola. Esta escola era maior que a primeira e não havia porta na sua nova escola.
No primeiro dia lá estava ele. a professora disse: - Hoje faremos um desenho. - Que bom, pensou o menininho e ele esperou que a professora dissesse o que fazer. Mas a professora não disse. Ela apenas andava pela sala. Veio até ele e falou: - Você não vai desenhar? - Sim, disse o menino. O que vamos fazer? - Eu não sei até que você desenhe, disse a professora.
- Como eu posso fazê-lo? Perguntou o menininho.
- Da maneira que você gostar, disse a professora.
- De que cor? Perguntou o menino.
- Se todos fizerem o mesmo desenho e usarem as mesmas cores, como eu posso saber quem fez o quê. Qual o desenho de cada um.
- Eu não sei fazer, disse o menininho, e ele começou a desenhar uma FLOR VERMELHA DE CAULE VERDE. (recebido pela internet, desconheço o autor)