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Frase
Janeiro 24th, 2009Não quero ser adulto como esses com suas vidas regradas, podadas, abortadas. Não quero ter de viver só como o que se delimitou sendo o real.
Não quero perder minhas asas, por isso não vou crescer – apenas me desenrolar. (LUFT, 1999. p. 33).
Homem
Janeiro 24th, 2009Vital Didonet
Para você me educar você precisa me conhecer,
Precisa saber mais da minha vida,
Meu modo de viver e sobreviver;
Conhecer a fundo as coisas nas quais eu creio
e as quais me agarro nos momentos de solidão,
desespero, sofrimento.
Precisa saber e entender
As verdades, as pessoas e fatos, aos quais me agarro
Quando preciso ir além de mim mesmo,
Para você me educar
Precisa me encontrar lá onde eu existo
Quer dizer, no coração das coisas,
Nos mitos e nas lendas, nas cores e movimentos
Nas forças originais e fantásticas,
Na terra, nas estrelas,
Nas forças dos astros, do sol e da chuva.
Para você me educar
Você precisa estar comigo onde eu estou.
Mesmo que você venha de longe e que esteja muito adiante.
Só há um adiante para mim:
Aquele que eu construo e conquisto.
Só há uma forma de construí-lo:
A partir de mim mesmo e do meio em que vivo.
Para você me educar
Precisa compreender a cultura do contexto
Em que se dá meu crescimento.
Pois suas linhas de força são as minhas energias
Suas crenças e expectativas, são as que passam a construir
O meu medo e as minhas esperanças.
A educação que eu necessito
É aquela que faz mais eu
Que desperta, do mistério do meu ser,
As potencialidades adormecidas.
É uma educação que promove minha identidade pessoal.
Eu me educo fazendo cultura e nesse ato de geração cultural,
eu construo minha educação,
Conquisto o meu ser, na relação dialógica
Homem/Natureza.
ORAÇÃO DO PROFESSOR
Janeiro 24th, 2009Senhor! Deste-me a vocação de ensinar e de ser professor.
É meu compromisso educar, comunicar e espalhar sementes, nas salas de aula da escola da vida.
Eu te agradeço pela missão que me confiaste e te ofereço os frutos do meu trabalho.
São grandes os desafios do mundo da educação, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na trajetória para um mundo melhor.
Quero celebrar a formação de cada aprendiz na felicidade de ter aberto um longo caminho.
Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também o sofrimento que me fez crescer e evoluir.
Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar.
Senhor! Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador.
Dá-me paciência e humildade para servir, procurando compreender profundamente as pessoas que a mim confiaste.
Ilumina-me para exercer esta função com amor e carinho.
Obrigado meu Deus, pelo dom da vida e por fazer de mim um educador hoje e sempre.
Amém!
Era uma vez um menino
Janeiro 24th, 2009ERA UMA VEZ (conto)
Era uma vez um menino. Ele era bastante pequeno. E ela era uma grande escola.
Mas quando o menininho descobriu que podia ir caminhando para a sala de aula, ele ficou feliz. A escola não parecia tão grande.
Uma manhã, quando o menininho estava na escola, a professora falou: - Hoje nós faremos um desenho.
Que bom, pensou o menininho. ele gostava de fazer desenhos. Ele podia fazê-los de todos os tipos: leões, galinhas, vacas, trens, barcos. Ele pegou sua caixa de lápis de cor e começou a desenhar. A professora disse:
- Ainda não é hora de começar. E ele esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora, disse a professora, nós iremos desenhar flores.
- Ah! Que bom, pensou o menininho. Ele gostava de desenhar flores. E começou a desenhar flores com seu lápis de cor rosa, laranja, amarelo e azul. A professora disse: - Esperem! Vou mostrar como fazer. E a flor era vermelha com o caule verde. - Assim, disse a professora. Agora podem começar.
Então ele olhou a sua flor. Ele gostava mais da sua, mas não podia dizer isto. Ele virou o papel e desenhou uma flor igual a da professora. Era vermelha com o caule verde.
Noutro dia, quando a aula era ao ar livre, a professora disse: - Hoje iremos fazer algo com barro.
- Que bom, pensou o menininho. Ele gostava de barro. Ele podia fazer todas as coisas que quisesse: elefantes, carros, caminhões. Ele começou a juntar seu barro, amassar e bater, formando uma bola, mas a professora disse:
- Esperem, não é hora de começar. Ele esperou que todos estivessem prontos.
- Agora, disse a professora, nós iremos fazer um prato.
- Que bom, pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todos as formas e tamanhos. A professora disse:
- Esperem! Vou mostrar como se faz. E ela mostrou a todos como fazer um prato fundo.
- Assim! Podem começar. O menininho olhou para o seu prato. Olhou para o prato da professora. Gostava mais do seu, mas não podia dizer isto. Ele amassou novamente o seu barro e fez um prato igual ao da professora. Era um prato muito grande e fundo.
E muito cedo o menino aprendeu a esperar e olhar para fazer as coisas exatamente iguais as da professora. E muito cedo ele não podia e não sabia fazer as coisas por si próprio.
Então aconteceu que ele e a sua família mudaram para outra casa em outra cidade. O menininho foi para outra escola. Esta escola era maior que a primeira e não havia porta na sua nova escola.
No primeiro dia lá estava ele. a professora disse: - Hoje faremos um desenho. - Que bom, pensou o menininho e ele esperou que a professora dissesse o que fazer. Mas a professora não disse. Ela apenas andava pela sala. Veio até ele e falou: - Você não vai desenhar? - Sim, disse o menino. O que vamos fazer? - Eu não sei até que você desenhe, disse a professora.
- Como eu posso fazê-lo? Perguntou o menininho.
- Da maneira que você gostar, disse a professora.
- De que cor? Perguntou o menino.
- Se todos fizerem o mesmo desenho e usarem as mesmas cores, como eu posso saber quem fez o quê. Qual o desenho de cada um.
- Eu não sei fazer, disse o menininho, e ele começou a desenhar uma FLOR VERMELHA DE CAULE VERDE. (recebido pela internet, desconheço o autor)