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A escola da Floresta
conto
Era uma vez uma floresta cheia de animais. Todos boa gente.
Um belo dia sentiram necessidade de fazer algo de novo por seus filhos; então, fundaram uma escola.
Escolheram o melhor lugar. Nomearam professores. Todos foram avisados. E foi montado um plano de estudos. Naturalmente, neste plano foi incluído aquilo que os grandes sabiam: voar, correr, nadar, cantar, etc.
Mas quando as aulas começaram, aconteceu grande confusão nacional.
O pato (que tirava dez com louvor em natação) chegava por último na corrida e era um desastre em canto. Para não perder o ano e o diploma este aluno precisou descuidar da natação - que era o seu forte, seu talento - para se dedicar mais as matérias difíceis nas quais ia mal. E o pato danou-se. De tanto praticar na corrida, a membrana de seus pés ficou avariada. Daí pra frente começou a fracassar no que era o seu talento: a natação.
Por sua vez, a lebre tirava nota dez em corrida, mas cantando, nadando e voando era uma perfeita catástrofe. De tanto praticar natação, pegou uma bronquite que a levou a fracassar na corrida que era seu forte.
E assim foi acontecendo com os outros alunos: cisnes de muleta, esquilos com pneumonia, rouxinóis mudos.
Ofuscados pela instituição do diploma e do atestado de estudos, a quem os grandes atribuíram o fracasso? Aos alunos, naturalmente. Porque os estudantes eram uns preguiçosos, uns violentos e mal-agradecidos.
Diz a estória que a melhor aluna no fim do curso foi uma enguia que tirou dez com louvor em tudo. sem querer, aquela aluna tinha descoberto o segredo do sucesso: imitar, decorar, repetir o que estava nos livros e assim os professores ficavam contentes. Especular com as notas sem nunca parar para pensar por si mesma. (Desconheço o autor)